domingo, 1 de abril de 2012

Coragem


Bem por onde começar. Vou começar contando que finalmente eu tomei coragem e comecei minha dieta. É uma decisão importante e confesso que mesmo agora ainda sinto um medinho de não ir em frente com a coragem e firmeza necessárias.

Eu sempre me senti gordinha mesmo antes de ser. E acho que eu chamei de gordura qualquer coisa que eu não gostasse no meu corpo. E se tem uma coisa que eu sempre fui é complexada. Então na adolescência mesmo sendo magra, vestindo 42, eu me sentia gorda. E sinto dizer essa imagem de mim mesma ainda era reforçada pela minha mãe. Estranho como só fui pensar nisso agora, mas isso é uma verdade. Ela sempre reforçou essa ideia. 

Bem o que eu posso dizer é que se antes eu não era gorda, agora eu sou. Estou pesando 90 kg o que mesmo para os meus 1,78m é muito. E mais importante do que o que marca o ponteiro da balança o fato é que eu tenho me sentido muito mal comigo mesma. Pesada, cansada, feia. 

Durante um tempo fiquei pensando se não seria melhor me aceitar como eu sou. Aceitar o inevitável e me encarar gordinha. Afinal eu venho de uma família de obesos e além da genética a minha estrutura física deixa bem claro que eu nunca serei magra. Triste realidade!

Não acho que ser gordo é um defeito, uma mácula ou algo assim. Realmente acredito que a gente tem que respeitar o nosso corpo e não ficar correndo atrás de um modelo pré-estabelecido pela nossa sociedade. Modelo este que é irreal, e eu particularmente nem considero o mais bonito. Sim as mulheres reais com suas curvas e gordurinhas são muito mais bonitas do que essas modelos extremamente magras.


Mas o problema sou eu. Sou eu que tenho me olhado no espelho e não tenho me sentido bem com o que eu vejo. Meu rosto que já e redondo está ainda mais. E mais do que simplesmente a parte estética eu tenho me sentido fisicamente mal: cansada, eu já acordo cansada e diante do mínimo esforço físico já estou suando e bufando, e o que tem mais me atormentado e estar me sentindo pesada. Já se sentiu assim? Não sei se é psicológico ou não, mas me sinto pesando um jumbo.

Bem, como podem ver tenho muitos motivos para seguir de uma vez por todas adiante com uma dieta. Mas durante muito tempo fiquei apenas pensando. E por quê? Porque é difícil. Muito difícil. Eu já fiz dieta antes. Milhares. No início eram dietas inventadas por mim, de revistas, coisas que serviram pra outras pessoas e que eu achava tinham que servir pra mim também. Tomei chá verde, cápsulas de chá verde, 7 ervas, 30 ervas, rs..., dieta da lua, do carboidrato, da maça (inventada por mim, sentiu fome como maça). 

E da última vez fiz as coisas de um jeito mais certinho. Comecei a me mexer, algo inédito na minha vida, comecei aos 25 anos fazendo spinning, que eu adorei. Depois procurei uma nutricionista e comecei uma dieta. Na época eu não era muito compromissada e terminava fazendo dieta só durante a semana e caindo na "farra" sábado e domingo. Não larguei ao álcool, não me preparei para as tentações que apareceram pelo caminho e caí em todas elas. Enfim. Eu terminei, apesar de tudo, perdendo peso naquela época. Se não me engano uns 6 quilos. Queria emagrecer pra formatura, queria ficar bonita no meu vestido de baile e na medida do possível consegui, mas depois...

Depois parei a dieta. Não voltei a terceira consulta com a nutricionista, a falta de grana me fez parar o spinning. Pra completar pouco depois eu parei de trabalhar. E aí meu amigo tudo desingrolou. Ficava em casa o dia inteiro sem muito pra fazer, stress, depressão, tédio. E eu já disse que tudo é motivo pra eu comer? Então tá dito. triste, alegre, ansiosa, calma, não importa o meu estado de humor eu como. E não importa o que tem na geladeira a minha imaginação é nesse campo perversamente diabólica. Quando eu comecei a estudar para um concurso então... Passava umas 8 horas por dia diante do pc apenas estudando, sentada o dia inteiro, e pra variar levantava só pra dar umas assaltadinhas na geladeira. como resultado ganhei mais ou menos uns 15 quilos. 

O lado bom da minha última dieta é alguns hábitos que eu ganhei na marra e ficaram, e também o fato de que eu sei que é possível, e já tenho um caminho. Depois comento mais sobre o lado positivo e o caminho que eu escolhi. E, principalmente, por que ele exige tanta coragem. 

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