sábado, 14 de abril de 2012

Seguindo em frente

 Fiquei prometendo, realmente preciso analisar este ponto, um post sobre os pontos positivos da minha ida à nutricionista.

Na época eu queria emagrecer para ficar bem nas fotos e vestidos da formatura. Não é que eu quisesse só emagrecer para isso, mas era meu principal foco. Fui a nutricionista, ela bolou uma dieta bem tranquila, um cardápio fácil, o que é muito importante. Sempre tive um certo receio de ir a nutricionistas por que eles têm essa mania de perfeccionismo. Sei que não tem lógica, deixa eu explicar, você pode comer dois pedaços e meio de inhame, você só pode comer 350 gramas de arroz. Essas coisas.Nunca gostei de me prender a esses detalhezinhos.

Acho que uma boa R.A.  tem que ser prática, e de preferência com alimentos que a pessoa já consuma, mudando o mínimo possível o cardápio daquele indivíduo. (exceto para aqueles que almoçam e jantam hambúrguer). Não adianta nada me aconselhar a comer alcaparras, rúcula, salmão, se além de não fazer parte da minha cultura culinária, não faz parte da minha realidade.

Bem, mas a minha dieta era bem diferente. Tranquila, eu logo me acostumei e ganhei hábitos muito positivos.

1º é o de comer de 3 em 3 horas. 10:30 horas em ponto eu começo a sentir uma certa fominha. Infelizmente eu não sigo assim tão certo, agora sim, mas antes não.



2º foram os alimentos integrais. Muito gostoso, e confesso que antes da dieta eu nunca tinha experimentado. Pão integral, gente, é tudo de bom.



Outra coisa foi o controle do consumo de arroz. Eu amo arroz! E por odiar feijão eu compensava enchendo o meu prato com umas três colheres grandonas de arroz. Tsc, tsc, tsc.

E por fim, uma coisa boa foram os sanduíches naturais na hora do jantar. Eu nunca fui muito de jantar, o que para mim, antigamente, era uma vantagem. Mas quando comecei a analisar bem o que eu comia comecei a ver que não valia a pena. Era muito queijo amarelo, queijo minas (que ontem descobri não é tão mocinho assim), mortadela, pastel, cachorro-quente (se pelo menos eu comesse um só), enfim coisas que eram muito mais calóricas do que qualquer prato de arroz e feijão.

Na época mesmo da dieta quando eu estava mais empenhada eu cheguei a perder, se não me engano uns 7 ou 6 quilos em dois meses. A nutricionista sempre dizia que eu podia conseguir mais se realmente me dedicasse, mas não entrava na minha cabeça e pra mim dieta era de segunda a sexta e olhe lá. E chegava no fim de semana eu fazia uma festa, prato de domingo, lanche especial sábado a noite, sobremesas. E olhando pra trás acho que até emagreci muito.

Mas como era um sacrifício pra marcar a médica (era pelo SUS) eu terminei não voltando para uma terceira consulta e a coisa foi morrendo, morrendo. O engraçado é que estes hábitos acabaram até ficando, mas eu acabei incluindo muitas coisas calóricas e engordei uns 15 quilos com isso.

Mas não vejo como uma experiência de todo negativa, afinal, é com base em muito do que ela me falou, do que eu devia ter feito naquela época que eu estou baseando a minha dieta hoje. E principalmente, se eu reclamo de ter engordado 15 quilos, imagina se eu não tivesse mal ou bem transformado alguns dos meus hábitos?

Hoje eu olho pra mim e vejo que muito da gordura que eu ganhei, além de uma alimentação desregrada (sim!), também se deve aos problemas que eu enfrentei nesse período stress, depressão, cansaço, baixa autoestima, essas coisas.

Amanhã eu vou pesar. Estou apreensiva porque apesar de ter me dito que eu não vou emagrecer muito em apenas 15 dias eu queria ver uma diferençazinha na balança. Sabe pra dar aquela moral. Mas, amanhã eu volto.

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